Você sabia que ser Designer de produto vai além de desenhar telas legais? Pois é, agora sendo product designer, há um pouco mais de um mês, posso afirmar que é verdade, é muito mais do que saber desenhar bem, na verdade, isso não é um pré-requisito, acredito que a empatia seja o mais importante. E você deve estar se perguntando, mas o que a empatia tem a ver com desenhar telas? Vem comigo que eu te explico!
Antes de tudo, é preciso entender o usuário que utiliza o seu produto, porque é pra ele que você irá entregar a experiência completa (aquelas telas legais), e para fazer isso é necessário conversar com eles através das entrevistas de profundidade, para entender as necessidades, a rotina, o que os deixa insatisfeitos e aquilo que os auxilia no dia-a-dia.
Após conversar com alguns deles, vem a parte da compilação de dados, onde entendemos o ponto em comum entre os usuários, e então se perguntar o que pode ser melhorado no seu produto. Depois de receber essas informações vem a parte criativa, ter ideias de como solucionar o problema ou propor melhorias com foco sempre no que o usuário precisa, nesse momento vale tudo: rabiscar no papel, escrever em post-its, chamar o time para um brainstorming, e por aí vai. É o momento de deixar a criatividade fluir! Um ponto importante aqui é não se forçar, é preciso entender o que te inspira ou como você cria, por que não adianta ficar na frente do computador se você sente que o flow não vem, então vale esticar as pernas, levar seu cachorro pra passear ou assistir um episódio da série do momento, depois desse break você vai perceber que a inspiração fluirá melhor.
Agora sim, chegamos na parte das telas, depois de reunir todas essas ideias, esse é o momento de colocá-las no protótipo e novamente recrutar os seus usuários para validar com eles, entender se o que você pensou resolve os problemas e necessidades mencionadas anteriormente através do teste de usabilidade.
E todo esse processo é chamado de design thinking!

Tudo isso eu pude presenciar e continuar praticando na Zitrus. Tive a oportunidade de conhecer o nosso produto (Prontuário Eletrônico – PEP) e, no primeiro momento, me identificar com dois tipos de personas, as secretárias e as psicólogas, e num dual track aplicar todas essas etapas comentadas anteriormente.
Para finalizar, lembre-se, o trabalho do designer não tem fim! Ele não acaba em uma dessas etapas, tudo isso é cíclico. Você sempre deve se perguntar se as necessidades dos usuários estão sendo supridas, ou seja, trazendo sempre a empatia para o centro do processo.